Capitulo 001 – SpikenTrees

Um vilarejo chamado Spikentrees, a leste do continente, próximo a floresta do Conde Monfior, também conhecida como a Mata das Aves Gigantes, é conhecido por fornecer ao seu senhor batalhões de ótimos arqueiros, porem sua política militar é estritamente voltada aos homens, Reiko, uma jovem humana de longos cabelos castanhos e de porte discreto, se vira sozinha nesta sociedade machista, com seu pai um herói de guerra morto a muito tempo e seu irmão perdido, não teve escolha a não ser aprender a se defender e obter sua própria comida.

­­­­Reiko se tornou como uma ovelha negra do vilarejo onde donas de casa arregalam os olhos quando a vêem andando pela rua do comercio, homens das mais diversas classes sociais a olham com indiferença, seu único porto seguro é Anastor Tucker, o taberneiro da vila, que aceita, escondido da vista das pessoas, as caças que ela trás da floresta e trocando por mantimentos básicos para ela.

Hoje Reiko caminha pela rua do comercio trajada com suas vestes de caça, um colete de couro reforçado justo sobre o manto de finos anéis metálicos que se estendem até a cintura, herança de seu pai, uma saia de couro reforçado com altas botas e manoplas feitas em couro de cervos e outros animais misturados e nos ombros uma capa verde e cinza que toca seus pés. Ela carrega consigo um pano negro e roxo que vem sendo arrastado pela rua. Ela sobe no pequeno coreto da praça central, e então ela estendeu o pano sobre o parapeito de modo que todos vejam o emblema pintado nele. O publico que a seguia por estarem curiosos para saber o que ela fazia na cidade pela segunda vez na semana soltou uma exclamação de indignação ao ver a bandeira que ela havia estendido no coreto.

Após acalmar a multidão Reiko se pronunciou:

– Sei que estão incomodados pela minha presença na cidade e que muitos estão querendo me apedrejar por estar trazendo a vocês o maior pesadelo que nossos corações já tiveram nesta terra, mas venho alertá-los que esta bandeira foi retirada de um acampamento que eu mesma vi na floresta, haviam indícios de que estavam lá há muito pouco tempo, pois nas cinzas da fogueira ainda haviam brasas, apenas lhes trouxe a bandeira para que acreditem em mim que estão por perto, não capturei nenhum deles antes de lhes avisar, pois acho que seria egoísmo de minha parte agir para obter as informações que quero sendo que posso por o vilarejo em perigo… Então um cidadão a interrompe:

– Mas você vai atacá-los mesmo assim, veio aqui apenas para nos avisar que seremos pilhados pela Sociedade por culpa de sua família!!

– A vila será pilhada de qualquer maneira, a Sociedade só monta acampamento próximo de lugares que eles vão saquear, é um fato seremos dizimados, seus filhos mais novos serão levados seus maridos mortos, suas esposas estupradas e seus bens levados pelo batalhão de Horex, o Sem Face. Não me venham com essa ladainha que a culpa é de minha família! O Conde os desafia desde tempos remotos e a resposta deles é dizimar sua melhor fonte de soldados! – Bradou Reiko

– Teu pai foi quem começou a batalha contra a Sociedade por terem matado tua mãe! – Disse uma voz em meio o povo.

– Meu pai respondeu a Sociedade por toda a vila ou a única morta no saque as fazendas foi minha mãe? Houve mais de 100 mulheres mortas neste dia, homens mais de 20 e todas as crianças que estavam com essas mulheres foram levados por eles!

Então uma voz grave surge em meio a multidão dizendo:

– Minha filha, esse povo não tem a força nem a fé que guia seu coração, eles já não acreditam que seus filhos estejam bem, muitos aqui não admitem serem piores arqueiros que você, e ca entre nós eles nem mesmo a viram caçando como eu vi, ou treinando seu lindo falcão da floresta! Hahahahaha – Neste momento o publico olhou para trás e lá estava Anastor Tucker, enquanto ele andava em direção ao coreto um homem corre até Reiko e diz:

– Podes ser uma mulher que atira com arco e flecha, mas jamais será um soldado para combater as forças da Sociedade!

Em um movimento sutil Reiko rodou seu manto por trás do homem, que deu um salto para trás, com os punhos cerrados em frente à face e pronto para atacá-la. Ela recolocou o manto e disse: – Neste movimento que acaba saltar para trás você teria se entregue para a linha de arquearia da Sociedade, sempre avance contra um objetivo que utiliza coisas pouco nocivas a sua vida, pois em um piscar de olhos as flechas teriam lhe atravessado o coração e seu inimigo iria rir enquanto você morreria lentamente diante de seus pés por ter fugido de uma capa.

– Onde já se viu uma garota como você querendo ensinar um flecha de prata como eu a lhe dar com a Sociedade, o que pensas que sabe da vida menina você não passa de uma aberração que teme pela proximidade de qualquer homem que já pensa que será posta contra a parede pelos seus erros, você não passa de uma criança que finge brincar de caçadora! –Gritou o homem indignado.

– Não devo nada a vocês, a única pessoa que me ajudou todo esse tempo foi o senhor Tucker a quem sou infinitamente grata! Sr. Tucker se precisar de qualquer coisa tenha sempre em mente que serei feliz em lhe ajudar! E a todos tenho apenas algumas sugestões: Se preparem para a guerra, pois não houve nenhuma vila que tenho sobrevivido a um segundo ataque da Sociedade, ou fujam o quanto antes para qualquer lugar longe daqui! Pois eu irei atrás deles com tudo que tenho para vingar minha família!

Após dizer essas palavras ela abraçou Anastor Tucker, pediu para que ele fosse embora da vila, se virou e saiu andando pelos fundos do coreto.

O homem do coreto saiu correndo atrás dela bradando: – Você não vai destruir essa vila por atacar a Sociedade eu não permitirei!!

Reiko se virou enquanto se abaixava e no fim de seu movimento o homem estava deitado a alguns metros dela com os pés laçados pela boleadeira arremessada com precisão.

– Não lhe devo satisfação nem favor algum você nem nenhuma pessoa daqui me ajudou sobrevivi por minha própria conta, não devo zelar pela segurança de ninguém aqui a não ser o Sr. Tucker, então faça como quiser, mas qualquer um que tente me atacar será considerado um inimigo e o tratarei como tal.

Ela sobe no telhado de uma casa facilmente e de lá ela saca seu arco e puxa uma flecha de sua alijava, seu arco feito em madeira clara com poucos detalhes, mas com um brilho incomum, assim como o brilho em seus olhos, ela dispara a flecha que cai ao lado da cabeça do homem ao chão, de seu olho escorre um lagrima e o brilho que eles tinham desaparece junto do sol.

– Deixo junto dessa flecha meu ultimo rastro de piedade e compaixão, aceitem esse gesto como um pedido de desculpas a um povo que não merece, mas ainda sim são minha ultima ligação com o passado, e eu os deixo aqui para morrerem junto dele, pois a partir de hoje não sou mais uma aldeã, sou uma caçadora que perdeu seu passado e entregou seu futuro em troca de justiça.

Próxima Parte – A Feiticeira da Tormenta

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    • Lela87
    • 30 de janeiro de 2011

    Nhaaaa =D

    Mtoooo Bom!! Mto boa a narrativa, as descriçoes, e a historia *.* gostei mto mto!! Amei a personagem -^^-
    Eh mto empolgante =D
    Parabeens!! s2

    • Espero que se sinta entretida nessa estoria assim como nas outras!

      s2 ;p

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