Uma Cidade Perdida – Olhos de Sangue – Parte 3

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O conto que vocês estão para ler é um novo relato que se passa após os acontecimentos do conto Uma Cidade Perdida.

Partes

01 02

Alguns dias se passaram e a primeira emboscada será feita está noite, um contrabando grande vai chegar no porto durante a noite, e um grupo de militares estará la para dar cobertura aos contrabandistas, o lucro é grande e a divisão provavelmente igualitária entre os militares dificulta o grupo de inteligencia a obter informações mais detalhadas da entrega.

Durante a semana Lilith e Salael ficaram encarregados de obter as informações sobre os envolvidos no contrabando, quem estaria responsável pelo carregamento, quantos indivíduos estariam presentes, rota de transporte e o destino de toda essa mercadoria. Rafould estava organizando o grupo de forma mais hierárquica para que as informações fluíssem melhor das reuniões entre os lideres para os ramos mais afastados do comando, trabalho esse que fez dele um integrante assíduo do prédio no centro onde as reuniões aconteciam, passou boa parte de seu tempo com as caras nos papéis planejando como disseminar a informação sem chamar a atenção, pois sabia que logo a existência do grupo seria algo alarmante dentro da cidade.

Mathiana e Omini mantinham-se no prédio central, junto de Rafould, durante todo esse tempo, estudavam rotas de fuga, vias de acesso e as edificações próximas da descarga do contrabando, eles planejavam, dia e noite, a melhor maneira de entrar, roubar a carga, matar os militares envolvidos e deixar a marca de pânico e medo nos contrabandistas que nem mesmo saberiam quem os atacou e como perderam a carga tão valiosa para um grupo tão pequeno.

Nathan por sua vez passou a semana treinando com os grupos de ação, transporte e suporte para que no dia da emboscada tudo seja rápido e com o minimo de baixas possível, a pratica faz com que a ação seja bem feita e rápida, por mais que os grupos estivessem esgotados Nathan continuava a puxa-los para os exercícios já realizados, nada poderia dar errado em sua primeira missão, e faria de tudo para que o sucesso fosse alcançado.

No dia em que as tarefas foram designadas, Omini tomou partido para pedir a Nathan que treinasse os grupos do assalto, o rapaz de olhos vermelhos conhecia sua capacidade de motivar e obter resultados de um grupo que trabalhasse perto dele, como se fosse um líder de matilha, dando forma a um grupo sem ordem e transformando-o em um grupamento pronto a atender seu alpha, o único medo de Omini é que com essa mesma facilidade O Carniceiro também seria capaz de tornar arruaceiros sem rumo num exército de destruição em massa.

Algumas horas antes do assalto Lilith se aproximou de Omini que meditava no terraço do prédio, silenciosa como um felino que é, pairou de trás ao homem de escamas acinzentadas, ali ela ficou por um tempo tentando entender a complexa formação anatômica do aliado, suas escamas eram pontiagudas, seu rosto protuberante e seus cabelos sedosos e negros. Durante seus devaneios, de que tipo de hibrido Omini seria e como se manteve incógnito até os dias de hoje, o rapaz que meditava silenciosamente havia despertado, e observava a garota, com as pupilas dilatas e o olhar distante.

Lilith sentiu o rosto corar, por sorte coberto por pelos não foi visível, rapidamente ela se recompôs e prosseguiu.

– Os preparativos estão prontos, os times de ação e suporte já estão posicionados, o de transporte está a exatos 5 minutos do local e Nathan e Mathiana estão se arrumando la dentro, apenas vim lhe informar a situação e perguntar qual arma você vai usar, afinal de contas nunca o vimos com nenhuma e teremos que pegar do arsenal.

– Muito obrigado Lilith, está tudo perfeito, sua logística e o planejamento de Mathiana são perfeitos, não vejo motivo algum para que algo de errado essa noite. – sorrindo, Omini se levantou, pôs a mão nos ombro da felina e completou – Não uso armas, minhas patas são mais perigosas que qualquer coisa que eu saiba manusear.

Terminada essas palavras ele caminhou em direção a porta, Lilith rapidamente o alcançou e com um tom sem graça e envergonhada prosseguiu.

– Quer dizer que és tão seguro de si que vai combater militares sem nenhuma proteção nem arma nas mãos? O que é isso agora? Pretende nos abandonar no primeiro embate que faremos?

– Não abandonarei ninguém! Estou preparado para lutar com as mãos limpas, e nada mais, e não repita nunca mais que irei abandona-los. – seus olhos escureceram e sua voz se tornou grave como um rugido.

Assustada, mas feliz com a afirmativa do rapaz, Lilith apenas assistiu o imponente misterioso entrar no prédio para se preparar para a batalha, enquanto isso a felina admirava as estrelas que enfeitavam o céu neste dia importante.

A lua já é a grande espectadora pairada no céu, o porto começa se encher de militares e contrabandistas, todos aguardando o barco chegar, nos prédios em volta e nos becos do local, os grupo de ação e de suporte aguardam o sinal de Nathan para começarem a missão. Durante alguns minutos nenhum ser vivo se aproximou do local, os contrabandistas e militares se mantinham relaxados e conversando e os grupos preparados para o assalto respirando lentamente para não chamar a atenção.

Quando uma ave passa voando sobre o local, era Mathiana, o sinal foi dado, os grupo partiram para o ataque e a surpresa fez dos militares presas fáceis. O grupo de ação se moveu de modo magnifico, avançaram de forma magistral separando os  inimigos em pequenos grupos que forma facilmente dizimados, o grupo de suporte quase não foi necessário na investida, Mathiana e Omini nem mesmo entraram em combate.

Porem algo havia saído de controle, Nathan não queria sobreviventes, mesmo após rendição de alguns contrabandistas, ele mantinha-se em total agressividade, chegando a decapitar dois homens que já estavam ajoelhados. Muitos do grupo se afastaram enquanto O Carniceiro fazia suas vitimas, até que Omini se aproximou, enquanto chegava perto da canino enfurecido teve que se desvencilhar de alguns membros que voavam em sua direção.

A visão era sanguinária, Natham estava coberto de sangue e pronto para abrir um homem ao meio quando Omini pôs a mão em seu ombro, O Carniceiro parou e olhou por cima do ombro para o rapaz atrás dele. Os olhos de Omini estavam vermelho sangue e seu olhar profundo causou um choque de medo e raiva dentro de Nathan. O canino largou a espada no chão e se virou para o rapaz, sem dizer nenhuma palavra deu um ultimo chute na face do homem que estava prestes a morrer e se dirigiu para o grupo, o navio chegou pouco depois e o saque correu tranquilamente, nenhum tripulante foi ferido e as carroças levaram todo o contrabando para um local seguro.

O porto agora era uma grande chacina, pouquíssimos homens haviam sobrevivido a emboscada, e seriam eles que espalhariam a lenda do grupo. Nathan estava satisfeito pois sabia que dessa forma radical evitaria que alguém subestimasse o que estava para acontecer na cidade.

Agora a mercadoria roubada será vendida para o povo com preço justo para fazer fundos para a organização, Omini, Mathiana e Nathan entraram em acordo para não mais acontecer esse tipo de chacina nas missões, matar os militares corruptos é um aviso para os demais, mas não é necessário o extermínio de todos os corruptos, ao menos não por agora.

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